Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão
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Tomada de Posse

 
 
Prezadas Irmãs, Prezados Irmãos desta Santa Casa:
 
Começo por agradecer, sentidamente, a confiança que entendestes depositar na minha
pessoa, elegendo-me para o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia de V. N. de
Famalicão. Inegavelmente, uma grande responsabilidade!
Todavia, quisestes confiar em mim. De consequência, cabe-me o dever de honrar, no mais
alto grau que me for possível, esta incumbência que reputo árdua, mas para a qual não me
cansarei de dedicar-lhe uma persistência regular e sempre atenta a todas as circunstâncias que
redundem num amplo benefício para as nobres finalidades da Santa Casa.
É dentro deste espírito, portanto, que aceito o cargo de Provedor e que vo-lo comunico sem
reservas, exatamente com aquela sinceridade e humildade que me têm acompanhado nestes 12
anos que me ligam à Santa Casa da Misericórdia.
Obviamente, não o farei sozinho. Contarei sempre, tal a sua imprescindibilidade, com
a colaboração de todos os que aqui trabalham e a de todos os irmãos que quiseram ser parte
integrante desta Instituição.
Com os compromissos que voluntariamente assumiram, testemunharam e testemunham
aquele sentimento sincero de piedade e solidariedade que os induziu a desejar socorrer, ajudar
e mitigar o sofrimento alheio. Aliás, são estes sentimentos e ações que o significado da palavra
misericórdia traduz: compaixão e coração. Ora estes atributos nunca rarearam nesta Santa
Casa da Misericórdia!
É o momento de manifestar o meu apreço e gratidão por todos os meus predecessores no
cargo de Provedor.
Todos lhes somos devedores pelo empenho, inteligência e sensatez como sempre
conduziram esta entidade de grande e admirável empenho social, jamais descurando o carinho
pelos necessitados e a busca dos meios para que esta solidariedade se mantivesse sempre viva e
ativa. De todo o meu coração, muitíssimo grato.
 
À Sra. Provedora, Dra. Helena Lacerda, que hoje cessa as suas funções, desejaria
apresentar o meu testemunho, pessoal e institucional, de agradecimento. A abnegação,
aplicação e serenidade são-lhe unanimemente reconhecidas. A Santa Casa espera continuar a
beneficiar do seu trabalho e dedicação. Bem-haja, Dra. Helena!
Presto homenagem aos funcionários desta instituição pela forma diligente e profissional
como exercem as suas funções.
Concretizam-se estas funções numa admirável atividade em prol de pessoas despojadas
dos seus ambientes familiares, compensando-as com carinho e dedicação. Sou testemunha
disto, pois pude assistir, em várias situações, ao afeto como os idosos são tratados. No setor
da infância educamos e formamos os homens do amanhã. A todos os funcionários, o meu
agradecimento sincero.
Aos membros da equipa que me acompanhará e hoje tomam posse comigo, agradeço
terem aceitado colaborar, compreendendo que a Santa Casa tem necessidade das suas
competências postas ao serviço da sua imane e sublime tarefa: olhar o próximo e amá-
lo como a nós mesmos. Verificamos, em cada momento, que este princípio basilar do
cristianismo é o primeiro impulsionador de todas as ajudas, corporais e morais, que as
Misericórdias têm disseminado através de séculos.
Nunca serão excessivos os elogios e a gratidão pelo que de belo, útil e educativo as Santas
Casas da Misericórdia têm levado a cabo em todo o país.
A Irmandade decidiu eleger-nos. Caber-nos-á hoje, portanto, prosseguir afincadamente
nessa esteira e jamais abandoná-la.
Logo, serão aqueles próximos a quem devemos amar como a nós mesmos, atingidos
pela desventura e pelo desamparo e aos quais chamaremos os utentes privilegiados das
misericórdias, a nossa única razão de ser.
 
O compromisso que hoje assumimos terá como preocupação primária a vigilância
quotidiana das carências sociais. Daí, procurarmos assegurar aos cidadãos desfavorecidos a
proteção na doença, na invalidez, na velhice, na infância desprotegida.
As Misericórdias, como todos sabem, são instituições autónomas que se mobilizam com
um voluntariado baseado na fraternidade.
Desde os lares de idosos aos centros de dia; da assistência social ao apoio domiciliário; das
creches aos jardins-de-infância, esta nobre instituição desempenha um papel importantíssimo
nestes e noutros setores onde são imprescindíveis a compaixão e o coração.
Com a tremenda crise económica que atualmente nos sufoca e com o elevado desemprego
que lança as famílias na pobreza, as Misericórdias procuram estar preparadas para encontrar
respostas rápidas às solicitações das comunidades locais. Para tanto, será necessária uma
cooperação e coordenação mais intensas entre o poder local, as instituições particulares de
solidariedade social, a responsabilidade social das empresas, o voluntariado, a Igreja através
dos seus diversos movimentos.
Obviamente estaremos disponíveis para trabalhar com Entidades Públicas e Particulares
movidas pelos mesmos ideais e que connosco queiram atuar.
Acreditamos nas instituições que vivem os problemas sociais, nas nossas gentes, na nossa
terra e no seu anseio de um progressivo bem-estar dos habitantes.
Assim, o reforço da qualidade dos serviços deve ser uma preocupação constante de todos
os que trabalham, voluntária e profissionalmente, nesta sublime causa.
Iniciaremos a percorrer uma vereda que, como atrás acenei, será íngreme, pedregosa, por
vezes estreita. Precisamente por este motivo é que partiremos com determinação e o entusiasmo
de alcançar horizontes promissores.
A única recompensa que almejamos será a de um triénio, tal a duração do nosso mandato,
repleto de ações frutíferas e a verificação de vermos felizes os utentes que a Santa Casa da
Misericórdia privilegia.
 
Mas, para contemplarmos a felicidade desses utentes, é indispensável a ajuda de todas as
pessoas de boa vontade, material e moralmente. As nossas forças isoladas não bastam.
É um apelo que dirijo a quem olha para o lado e se apercebe que o seu próximo necessita
de atenção e ajuda. Felizmente existem muitas pessoas dentro desta categoria.
Evoco a palavra que sempre preferi: solidariedade. Nela vejo tudo o que humanamente
poderemos fazer por quem necessita de apoio e sem que tal necessidade implique humilhações
para a dignidade de quem recebe.
Ergamos este conceito como o nosso melhor estandarte e lutemos por ele.
Renovo o apreço pelo voto expresso pelos Irmãos. Desejo aos membros dos órgãos sociais
os mais sinceros votos de felicidades no exercício dos seus mandatos.
Agradeço a presença de todas as pessoas que quiseram assistir a este ato.
Um Bom Ano a todos os presentes.
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